A Federação Portuguesa de Futebol oficializou publicamente esta sexta-feira, na Cidade do Futebol, a certificação de 21 clubes com o estatuto de Entidades Formadoras, dos quais dois são filiados na AF Setúbal.

 

Responsáveis das estruturas de Vitória Futebol Clube e Clube Desportivo da Cova da Piedade receberam os respetivos diplomas, símbolo da certificação federativa que releva o investimento efetivo dos clubes na qualidade formativa dos seus atletas.

 

Francisco Cardoso, presidente da Direção da AF Setúbal, que marcou presença no evento, manifestou “grande orgulho por ver o futebol da nossa região dar mais um passo determinante no caminho da excelência do futebol de formação”.

 

“Este ato reflete o trabalho dos nossos dirigentes em prol do futuro dos clubes, mas não deixa de ser mais um momento de afirmação do universo de emblemas filiados na nossa associação”, elogiou o líder diretivo da AF Setúbal.

 

Francisco Cardoso reiterou a ambição institucional de que “mais clubes possam vir a ganhar este estatuto a breve prazo”. “Esta certificação, em boa hora promovida pela FPF, é um instrumento fundamental para reconhecer a qualidade formativa dos atletas, o que é uma exigência cada vez mais requisitada intramuros ou além-fronteiras”.

 

“A Direção da AF Setúbal, tal como é seu compromisso, vai continuar a fomentar junto dos clubes a necessidade de investirem na formação e continuará a dar todo o apoio necessário para que os dirigentes possam inteira-se das condições exigidas para fortalecer a sua estrutura formativa”, sublinhou Francisco Cardoso, que se fez acompanhar pelo vice-presidente Desportivo, João Aires, no dia em que a FPF dedicou à excelência do futebol de formação, e no qual a nossa região viu dois clubes subirem mais um degrau qualitativo.



 

Vitória FC quer cimentar projeção de referência

 

Fernando Tomé, figura incontornável na história do futebol vitoriano e com largos anos de dedicação à estrutura formativa do clube vitoriano, não duvida da importância que esta certificação tem para o Vitoria.

 

“Esta distinção vem reforçar a aposta que os dirigentes do Vitória têm vindo a fazer no âmbito do futebol de formação, o qual deseja ver rotulado de excelência de forma regular”, começou por salientar o Coordenador Técnico da Formação do emblema vitoriano.

 

“Este é o caminho. Melhor qualificação e melhores infraestruturas para potenciar os nossos jovens, quer como atletas ou como homens e reforçar aquilo que hoje é indesmentível, ou seja, a equipa de futebol profissional do Vitória é alimentada de forma significativa por jogadores da nossa formação e trabalhamos para que essa realidade seja cada vez mais vincada”, destacou o responsável vitoriano.

 

Fernando Tomé elogiou a iniciativa da FPF e o 1.º Workshop de Entidades Formadoras, "que permitiu um aprofundar fundamental de conhecimentos sobre diversas temáticas no âmbito da formação”.

 

CD Cova da Piedade com mais responsabilidades

 

Paulo Veiga não escondeu a “felicidade” de poder levar para a Cova da Piedade o diploma de Entidade Formadora e “colocar bem visível num local onde todos os sócios possam ver o distinto símbolo”.

 

“Este é um momento de realização de um objetivo da Direção, mas que nos vai obrigar a não descurar o trabalho que tem sido feito e, por consequência, criar cada vez mais condições para os nossos atletas”, manifestou o presidente da Direção do CD Cova da Piedade.

 

O dirigente piedense não esconde que “este prémio” é igualmente de grande importância para o futebol do nosso distrito, reconhecendo o apoio que a Direção da AF Setúbal foi dando ao longo do processo.

 

Paulo Veiga, entusiasmado com este renovar de relevância do emblema piedense, destacou a importância das iniciativas federativas, que a par do já referido workshop, vai agendar ações de formação para diretores de clubes. “Vamos querer marcar presença, sem dúvida, porque são iniciativas fundamentais para as estruturas dos clubes”.

 

Certificação de Entidades Formadoras

 

A certificação das Entidades Formadoras era um dos compromissos da direção da FPF para 2016/20 e reveste-se de enorme importância uma vez que apenas os clubes certificados podem celebrar contratos de formação desportiva.

 

Nos termos do Regulamento de Certificação de Entidades Formadoras, a FPF irá acompanhar os clubes Certificados com Reservas, através de reuniões, ações de formação e iniciativas individualizadas, no sentido de ajudar a que estas entidades formadoras ultrapassem as dificuldades que não lhes permitiram a certificação integral. Desta forma, o processo de certificação, mais do que um processo de verificação e fiscalização, será um instrumento da FPF para a promoção do desenvolvimento do Futebol de Formação.

 

O processo de Certificação de Entidades Formadoras, que arrancou em 2015, está ancorado, do ponto de vista legal, na Lei 54/2017 de 14 de julho, e veio permitir à FPF cobrir um vazio legal e proteger os clubes no que à validade dos contratos de formação desportiva diz respeito.

 

A certificação das entidades formadoras pela FPF assenta no cumprimento de 9 critérios e vários sub-critérios, os quais estão, detalhadamente, definidos no Manual de Certificação:

 

Critério 1  - Planeamento e orçamento

Critério 2 - Estrutura organizacional

Critério 3 - Recrutamento

Critério 4 - Formação desportiva

Critério 5 - Acompanhamento médico-desportivo

Critério 6 - Formação pessoal e social

Critério 7 - Recursos humanos

Critério 8 - Instalações

Critério 9 - Produtividade

 

Em todos estes critérios existem condições mínimas a cumprir pelas Entidades Formadoras dos Clubes, com exigências diferenciadas para Clubes da 1ª Liga, da 2ª Liga e do Futebol Não Profissional.

 

O processo parte de uma autoavaliação feita pelas próprias Entidades Formadoras, à qual se seguem vistas técnicas de verificação por equipas especializadas da FPF. O resultado final do processo de certificação, depois da elaboração de relatórios de avaliação e da audiência de interessados, é decidido pela Comissão de Certificação e aprovado pela Direção da FPF.

 

A Certificação de Entidades Formadoras constitui um instrumento muito importante no processo de desenvolvimento do jogador Português e um reforço qualitativo do trabalho desenvolvido pelos clubes.